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PENSAR ANTES DE AGIR.
Li uma história que dizia: Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha toda tortuosa, cheia de subidas e descidas. No dia seguinte, um cão percorreu essa mesma trilha. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que, vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguirem por ali. Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam para os lados, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando com toda razão. Mas não faziam nada para melhorar aquilo.
Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os animais de carga se cansavam, percorrendo em três horas uma distância que poderia ser vencida em trinta minutos se não seguissem o caminho aberto por um bezerro. Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade. Todos reclamavam do trânsito, porque o trajeto era péssimo. Enquanto isso, a velha e sábia floresta ria ao ver os homens seguindo como cegos o caminho aberto sem nunca se perguntarem se aquela seria a melhor escolha.
Fazemos muitas coisas simplesmente por fazer, sem avaliar se realmente aquilo é o melhor e, sobretudo, sem questionar se é o que Deus quer de nós.
O caminho correto não é simplesmente seguir uma trilha já aberta. Muito menos correto ainda é o caminho da acomodação, não fazendo nada, não se envolvendo com nada.
Sei o quanto é custoso e difícil enxergar nossas próprias ações, pois temos um grande empecilho: a parcialidade. Somos parciais principalmente conosco mesmos. E não somente conosco, mas também com quem nos interessa, com aqueles que podem nos beneficiar em alguma coisa em particular.
Temos o costume de reclamar do tratamento que recebemos dos outros e nos esquecemos de como os tratamos. Queremos ser acolhidos, mas desprezamos. Queremos ser auxiliados, mas somos indiferentes. Desejamos ser honrados, mas humilhamos. Queremos honestidade, mas na primeira oportunidade burlamos as leis em benefício próprio. Queremos homens públicos sinceros e verdadeiros, mas muitos vendem seus votos em troca de favores. Não gostamos de ser criticados, mas criticamos - e sempre achamos que poderíamos ter feito melhor. Sentimo-nos no direito de ter sempre a preferência, mas se alguém recebe algum privilégio, não aceitamos. Somos exigentes com os outros, mas condescendentes conosco mesmos. Nem sempre gostamos de ser tratados da forma que tratamos o nosso próximo.
Queremos ser ajudados em nossos problemas, mas fechamos os olhos aos problemas dos outros. Temos uma imensa dificuldade em aceitar a opinião de outra pessoa e respeitar seu espaço, sua maneira de ser, agir e pensar, mas muitas vezes queremos impor as nossas aos gritos. Quando nos dispomos a discutir, preferimos ser ouvidos, mas temos uma barreira quase intransponível para ouvir. Não compreendemos o outro, mas nos angustiamos quando não nos entendem. Julgamos a aparência e atitudes das pessoas, mas nos indignamos quando nos olham com maus olhos. Fazemos comentários maliciosos e revelamos segredos dos outros, mas vamos à forra quando somos difamados ou expostos.
Agora, examine a sua vida: você já foi incompreendido? Já foi alvo de críticas e de provocações? Ficou irritado devido a atitudes erradas de outras pessoas? Muitas vezes, os outros analisam os fatos racionalmente e acham que somos culpados. Contudo, só Deus sabe realmente o que está por trás de todas as circunstâncias. Por essa razão, não podemos nos desesperar, não podemos permitir que o medo controle nossas vidas. Controle o que devemos falar, pensar ou sentir. Portanto, entreguemos todas as situações nas mãos de Deus, crendo que ele agirá, conforme a sua vontade.
Deixemos de nos preocupar e nos aquietemos, pois o silêncio acalma nosso coração ansioso e assim escutamos melhor o que Deus tem a nos dizer.
Nossa vida deve estar firmada no que é espiritual e eterno, e que só pode ser visto com os olhos da fé.
Muitas vezes, o que nos faz acordar é uma "queda". Porque com a queda descobrimos que fomos longe demais numa determinada situação.
Mas o que realmente importa é que consigamos agir sempre de acordo com nossos valores. Ainda que sejamos traídos pelo mundo, que jamais façamos isso com nós mesmos!
